quinta-feira, 14 de julho de 2011

Dados que retratam recaídas e fatalidades.



Anorexia 
É ainda discutível o efeito do tratamento sobre a evolução final a longo prazo da doença. 
Alguns estudos verificaram que 40% dos pacientes recuperaram-se, 30% melhoraram, 10% permaneceram cronicamente afetados.Problemas de alimentação persistem em mais da metade desses pacientes. É sabido que quanto mais cedo o diagnóstico e a intervenção, melhor é o prognóstico e também que os homens tem um prognóstico menos favorável que as mulheres. Apenas 20% dos pacientes não apresentam recaídas.
20% dos casos de anorexia terminam em morte da paciente.

Acredita-se que em um pequeno espaço de tempo , pelo menos 50.000 pessoas irão morrer como um resultado direto de transtornos alimentares. Se não for tratado, até ao limite de 20% deles acabam por morrer na sequência de graves distúrbios alimentares, e se tratar, a ocorrência de morte pode ser reduzida para algo em torno de 2% a 3%.

Danos causados pela bulimia ao corpo.


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Reincidência; Recaídas;
Pacientes que conseguiram derrotar a anorexia estão sujeitos a recaídas nos primeiros anos depois de terem sido considerados curados. É o que revela um estudo feito durante 18 meses com 51 mulheres haviam apresentado o quadro de anorexia nervosa. A pesquisa, realizada por cientistas da Universidade de Toronto e publicada no jornal Psychological Medicine, mostrou que mais de um terço delas apresentou novamente os sintomas da doença até dois anos depois de ter recuperado o peso normal.
De acordo com a pesquisa, o período crítico se situa entre seis e 17 meses depois da alta. Os dados mostram que mesmo uma mulher que já não tenha compulsão por emagrecer há mais de um ano ainda está ameaçada. A facilidade com que a doença reincide deve-se a que as pessoas com a doença continuam se sentindo gordas mesmo quando estão muito abaixo do peso ideal
De acordo com Jaqueline Carter, professora assistente de psiquiatria da Universidade de Toronto e responsável pelo estudo, algumas diferenças entre as 35% que voltaram a ter anorexia e o restante das mulheres que participaram da pesquisa poderão ajudar no desenvolvimento de um tratamento que previna a reincidência.
O estudo mostrou, por exemplo, que as pacientes que já haviam passado por tratamentos especializados, ou que haviam tentado suicídio, foram as mais suscetíveis a recaídas. Praticar exercícios excessivos nos primeiros meses depois de deixar o hospital e preocupar-se demais com as medidas também são fortes indicadores de risco. Não atacar de frente esta distorção, segundo Carter, é a grande deficiência da maioria dos tratamentos.
Suicídio
Outro estudo, publicado no jornal Psychological Medicine, da Universidade de Cambridge, mostra as relações diretas entre os chamados distúrbios alimentares - anorexia e bulimia - e tentativas de suicídio. O estudo foi feito com 136 mulheres que já sofreram de anorexia e 110 que já tiveram bulimia nervosa. De acordo com os pesquisadores, 15% das participantes - anoréxicas, em sua maioria - registraram pelo menos uma tentativa de suicídio durante os oito anos de estudo. As análises mostraram ainda que os únicos fatores que podem ter levado à tentativa de suicídio foram a depressão decorrente da doença e o uso de medicamentos para emagrecimento. No caso da bulimia nervosa, o uso de laxantes e outros remédios sem controle contribuiu diretamente para o comportamento suicida.

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