quinta-feira, 14 de julho de 2011

Introdução

Introdução
“Estudos indicam um aumento significativo dos diagnósticos de transtornos alimentares nos últimos 50 anos e são unânimes ao classificar mulheres jovens (da adolescência ao início da idade adulta) como grupo mais vulnerável ao seu desenvolvimento. Estatísticas internacionais apontam uma prevalência de anorexia em 0,5% a 1% e de bulimia em 1% a 3% de mulheres jovens. Nos dois distúrbios, a proporção é de 9 mulheres para 1 homem, sendo que, em amostras clínicas, observa-se 5% a 10% de pacientes do sexo masculino” (CUNHA, 2008).





Neste blog pretendemos tratar de distúrbios alimentares especialmente  nas áreas de anorexia e bulimia com um precedente especial para prevenção das mesmas. Como futuras nutricionistas, fizemos esse blog para alertar sobre essas doenças, mas principalmente a fim de avaliar a relação alimentar de jovens e adolescentes identificando os grupos de risco e de que forma podem ser convertidos esses quadros afim de não serem levados as seguintes doenças, as quais prezado leitor lhes apresentamos agora....


Mas antes vamos prestar atenção nesta matéria feita pela rede Globo que vai nos ajudar a abrir a mente para entendermos melhor os distúrbios a seguir!




Anorexia e Bulimia

Anorexia Nervosa
A anorexia nervosa é um transtorno alimentar que se manifesta pela forte recusa a se manter o peso corporal em níveis mínimos de acordo com o tamanho e a idade.
Uma mulher de 1,52 m, por exemplo, deve pesar entre 43 e 50 kg, mas, em casos de anorexia, acaba pesando até menos de 29 kg, chegando perto da morte. A doente se vê gorda no espelho, mesmo estando extremamente magra, e o ato de perder peso se converte em sua principal obsessão. Ela também se sente insegura para expor o corpo e perde qualquer desejo pelo contato físico íntimo. De cada dez doentes, pelo menos duas não conseguem superar a anorexia.
Mas há como prevenir: a doença se instala de repente, mas tem uma média de 15 meses de desenvolvimento, podendo mesmo chegar a vários anos. Como se trata de um distúrbio de auto-imagem, não adianta simplesmente obrigar a paciente a se alimentar. É preciso compreender seu problema e ajudá-la e reconstruir a auto-imagem e, acima de tudo, a auto-estima.
Mas lembre-se: a ajuda profissional é INDISPENSÁVEL para o tratamento.

Bulimia Nervosa
Comer, comer, incansavelmente comer. Não para suprir necessidades alimentares e sim para suprir outros tipos de fome: afetiva, biológica, sociocultural, familiar e individual. E depois? Vomitar, provocar diarréia, malhar, expurgar, fazer de tudo para se livrar de toda aquela comida. Estamos falando principalmente de mulheres (90%), elas iniciam o quadro na faixa de 18 a 23 anos. Mais rara em homens, quando ocorre neste sexo o quadro geralmente inicia entre os 20 e 25 anos. Acredite: pessoas que se não receberem tratamento podem manter-se com Bulimia até os 50 anos.
A ânsia por comida, própria da Bulimia Nervosa, leva seus pacientes a ingerir volumes assustadores de 2 a 5 mil calorias por episódio e de 1 a 7 ocorrências por dia. Depois do empanturramento, entram num processo de culpa vergonha e depressão capaz de provocar uma purgação através de vômitos, laxantes e outros métodos. É preciso se livrar daquele peso imediatamente! Assim que conseguem expelir o conteúdo, os bulímicos se sentem humilhados, fracassados, com idéias de auto-recriminação e ficam ansiosos em relação a situações sociais. Especialmente após o empanturramento, por isso isolam-se.
As compulsões ocorrem geralmente no fim da tarde ou início da noite, quando os pacientes saem, muitas vezes disfarçados, em busca de comida. Chegam a premeditar a compra e criar estratégias para o consumo, sem que as pessoas percebam.
Para ajudá-los, não adianta simplesmente dizer que estão bem ou recomendar dietas mais
saudáveis. É preciso um tratamento médico e psicológico para recuperar o equilíbrio e auto-estima da pessoa doente, e também muita paciência para compreender sua obsessão.
Como reconhecer as doenças
Na verdade, a forma mais óbvia de se reconhecer o problema é quando a paciente está abaixo do peso ideal e continua se achando gorda. Mas elas nem sempre revelam como se sentem. Então, alguns sinais podem ser observados:

*Recusa em usar roupas que exponham o corpo
*Idas freqüentes ao banheiro logo após as refeições
*Compra de produtos como laxantes e diuréticos
*Pouco interesse pelo contato físico e sexual
*Obsessão com o peso
*Busca de dietas muito radicais
*Longos jejuns




Vamos ouvir os comentários do  Dr. Drauzio Varella



Por Idade e Sexo.

As doenças alimentares não escolhem classe social, sexo ou idade.
A seguir veremos alguns dados sobre Anorexia e Bulimia relacionadas a idade, sexo e classe.
 A bulimia afeta em média 10% de mulheres universitárias nos Estados Unidos.
Em média 85 - 95% dos indivíduos são mulheres abaixo de 25 anos.

 1% das adolescentes nos Estados Unidos apresentam Anorexia e 10% morrem da doença.
Os relatórios têm indicado que, nas mulheres que sofrem de anorexia, o aparecimento da doença pode ser rastreada até a idade de vinte. Um estudo feito com estudantes do sexo feminino no quinto ano, revelou que 70% deles se tornou consciente de seu peso entre as idades de nove e onze. Ocorrendo um interesse pelo controle do mesmo.
De todos os anoréxicos, 86% tem o aparecimento da doença com vinte anos de idade, 43% entre dezesseis anos de idade e vinte, 33% entre onze e quinze anos de idade, 10% com dez anos ou mais jovens.
Outros estudos indicaram que os homens que representam cerca de 5% a 10% dos pacientes com anorexia nervosa e  10% a 15% dos pacientes com bulimia nervosa, foram influenciados por fatores que desencadearam os transtornos alimentares entre estes a homossexualidade, dieta, a participação em um esporte que enfatiza magreza, e um histórico de obesidade pré mórbida. As diferenças de transtornos alimentares em mulheres incluem aparecimento de bulimia mais tarde ou mais idade e uma maior prevalência de obesidade pré mórbida. Mas, entre todos, a  anorexia em indivíduos do sexo masculino é muito menos comum do que nas mulheres, muitas vezes resultando na falta de diagnostico pelos médicos que não consideram o transtorno. Mesmo sendo um número pequeno, cerca de 1 milhão de jovens e adolescentes americanos estão “andando de braços dados” com os transtornos alimentares.


Através desses estudos obtivemos os dados abaixo:




Tratamento


"A família leva primeiro ao clínico, depois ao ginecologista, ao endócrino, só depois ao psiquiatra. Quando chega, o quadro já evoluiu muito", diz. Em fase avançada, a anorexia pode matar até 20% dos internados. Durante o tratamento, é fundamental o engajamento da família porque a taxa de reincidência é alta: chega a 70%. Por isso, deve haver atenção sobre a jovem. "Ela não pode começar nova dieta porque volta todo o processo. É como no alcoolismo", diz Cybelle Weinberg.

A técnica compensatória mais comum é a purgação ( através de vômitos,laxantes e diuréticos) empregada por 80% a 90% dos indivíduos com esta doença que se apresentam para o tratamento. 

Os distúrbios alimentares são multideterminados. Fatores culturais, individuais e familiares contribuem para o seu desenvolvimento, de diferentes formas, em indivíduos diferentes.
O tratamento do distúrbio alimentar é complexo, moroso e especializado, reconhecidamente difícil, em que a eficácia do protocolo terapêutico depende da existência de condições adequadas e de uma equipa multidisciplinar que funcione de forma a lidar, eficazmente, com os aspectos psicológicos, psiquiátricos, médicos e sociais destes distúrbios.
A intervenção terapêutica mais validada empiricamente e com melhores resultados terapêuticos (diminuição da sintomatologia e diminuição da taxa de recaída) é o tratamento cognitivo-comportamental. Que pode ser resumido na recuperação do peso e regularização do padrão alimentar; reestruturação cognitiva; prevenção da recaída.


A partir de dados foi possível criar uma exemplificação através de uma estimação que observaremos abaixo.





Na anorexia a falta do tratamento é fatal!

Melhor que tratar é prevenir!


Existe sim o tratamento, mas como profissionais da saúde o nosso maior objetivo não é o tratamento das doenças e sim a prevenção das mesmas por isso utilizamos de um estudo estatístico feito com, jovens e adolescentes para identificar a relação alimentar que os mesmo praticam, e dessa forma identificarmos os grupos de risco apontarmos a reversão de um pré-quadro anoréxico ou bulímico.Uma nutrição adequada é capaz de diminuir o estresse, ansiedade e a irritabilidade,além de facilitar o controle de peso e do humor. Auxilia também no combate a diversas doenças, torna seu tratamento mais eficaz e favorece o paciente com uma recuperação mais rápida. Igualmente, pode promover melhora no rendimento de esportistas, potencializar o desenvolvimento físico e cognitivo de crianças e adolescentes, contribuir para gestação plena e saudável e lidar com as alterações naturais do envelhecimento.


Utilizamos para isso então um estudo realizado com questões relativas aos hábitos alimentares e à imagem corporal que cada individuo possui, sendo este aplicado à uma comunidade escolar. Foram entrevistados o total de 113 alunos de anos distintos, com o objetivo de ter uma maior diversidade nas respostas, analisar vários anos escolares e ter uma amostra significativa em comparação com a população.

Hábitos Alimentares
1.         Costuma tomar o pequeno-almoço:
107 pessoas das 113 tomam o café da manhã; 6 pessoas não tomam o café da manhã. Pode-se concluir que a maioria toma a refeição mais importante do dia. Essencial para o decorrer do dia, quanto aos 6 que não tomam é interessante saber o motivo, para que se possa distinguir grupos de risco.

1.1.        Se sim, onde?
76 pessoas tomam o café da manhã em casa; 10 tomam-no na escola; 7 em casa ou na escola; 5 no café (lanchonete); 2 em casa ou no café; 1 em casa ou no carro; 3 em casa, na escola ou no café; 1 no hospital de Faro( hospital próxima a escola estudada). Nesta questão 2 alunos não responderam.Através deste tipo de observação entendemos um pouco mais sobre o dia dia da pessoa vale lembra que o estresse é um dos maiores fatores para doenças psicossomáticas e claro aumento de peso, tão evitado por todos.
 2.       Onde almoça habitualmente:


Verifica-se que 17 das pessoas inquiridas almoçam habitualmente na cantina, 2 no buffet, 38 no café(lanchonete) e 41 em casa. Nesta questão 15 respostas foram anuladas, pois responderam mais do que uma opção. É possível concluir, que a maioria almoça habitualmente em casa. Isso é algo positivo, pois entende seque em casa a alimentação é mais saudável e atende os padrões alimentares quanto a limpeza e demanda calórica. E claro almoço em casa significa almoço em família, o que pé bom para criar situações prazerosas quando se come junto a família é uma forma de criar uma relação positiva com os alimentos.

3.       Quantas refeições costumam fazer ao longo do dia:
Nesta questão, 5 alunos responderam que apenas fazem 2 refeições por dia, 20 responderam 3 refeições por dia, 79 responderam mais de três refeições, 3 responderam 4 refeições, 5 responderam 5 refeições e1 respondeu 7 refeições, concluindo pode dizer-se que 88 alunos fazem mais de três refeições por dia, podendo dizer-se que procedem corretamente quanto ao número de refeições realizadas por dia. Observa se que há alunos seguindo longos períodos de jejum, sem uma alimentação correta este é um dos principais sinais de alerta da Anorexia.

4.       Qual o tipo de comida que consome habitualmente:
Nesta questão, 95 pessoas dizem que consomem habitualmente comida caseira, 5 consomem fast-food, 2 enlatados e nenhuma come outro tipo de comida. Foram anuladas 11 respostas. Uma vez que 95 pessoas consomem habitualmente comida caseira, pode-se afirmar que frequentemente fazem uma boa refeição.Como dito no item 2 é um ponto positivo.
5.       Dos seguintes alimentos apresentados seleciona os que mais são consumidos no dia-a-dia.
1% da amostra come habitualmente gelados, 7% cereais, 11% pão, 4% doces, 1% hambúrgares, 1% cachorros quentes, 6% vegetais, 8% sundays, 8% sopa, 12% carne, 7% peixe, 8% massa, 9% fruta, 3% pizzas, 5% lacticínios, 7% iogurtes e 3% charcutaria. O tipo de alimentos mais consumidos é o pão e a carne. Não é uma combinação ideal ambos em excesso levam a obesidade, grande parte dos obesos pré mórbidos sofrem de bulimia.


6.       Com que frequência consome fruta:
Nesta pergunta, 79 pessoas dizem que consomem fruta 1 ou 2 vezes por dia, 23 responderam que consomem fruta 3 a 5 vezes por dia, 4 dizem que consomem fruta mais de 5 vezes por dia e 7 responderam que nunca comem fruta. Assim conclui-se que, na maioria dos inquiridos não há consumo frequente de fruta (3 a 5 vezes por dia ou mais). Quando não há uma boa alimentação é fácil de se adquirir varias doenças, e quando não se conhecem bem as propriedades de alimentos tão saudáveis como as frutas, nas dietas quando realizadas excluem as frutas, que são de baixa caloria e super importantes para perda de peso, tendo maior irritabilidade pela falta de alimentos certos e tendo dificuldade de perda de peso nesse ponto as dietas mirabolantes aparecem.

7.       Qual a frequência com que consome legumes/vegetais:
Nesta questão, 85 dos 113 alunos inquiridos dizem que consomem legumes/vegetais 1 ou 2 vezes por dia, 17 consomem legumes 3 a 5 vezes por dia e 11 responderam que nunca consomem vegetais. É possível afirmar que a maior parte da amostra inquirida tem um comportamento adequado em relação ao consumo de vegetais. Assim como o item anterior os legumes/vegetais são grandes aliados na perda de peso e mantenedores da saúde devem ser sempre ingeridos, na anorexia e bulimia a falta destes componentes acarretam várias doenças de desnutrição.

8.     Considera se com uma alimentação saudável:
Nesta questão, 87 dos inquiridos consideram que têm uma alimentação saudável; 19 acham que não têm uma alimentação saudável. 3 respostas foram anuladas e 4 não responderam. Verifica-se que a maioria dos inquiridos faz uma auto-avaliação alimentar positiva. Resta por parte dos pais observarem esta alimentação para saber se tem sido alimentação de jovens em fase de crescimento oi de bailarinos magérrimos.

Agora veremos além da alimentação algo muito importante quanto a classificação do individuo que se reconhece independente de forma, e o que pode estar se vendo de forma deturpada. Apesar de não vermos os indivíduos podemos lançar mão da psicologia para retrata-los 


Imagem Corporal
1.         Como caracteriza o estado físico:
Nesta questão, 1 resposta foi anulada e 1 pessoa não respondeu. Das respostas dadas, 15% da amostra não pensa no seu estado físico, 13% diz que está magro, 58% acha que está ideal e 12% acham que estão gordos. Assim pode-se concluir que a maioria se sente bem com o seu aspecto físico (no que respeita ao peso). Importante que entre os que se acham gordos que se observe realmente se for compatível com o apresentado que se ofereça tratamento alimentar ADEQUADO. Isto é essencial.

2.         Gostaria de mudar algo no corpo:
Nesta questão, 48% da amostra dizem que não gostariam de mudar algo no seu corpo, enquanto que, 52% (a maioria) afirmam que gostariam de mudar algo físico em si.´E um dado básico quando se trata de adolescentes deve se medir a intensidade com que querem especialmente relacionado ao peso.

3.         Segue habitualmente alguma dieta rigorosa:
Nesta questão, 9 alunos responderam que habitualmente seguem uma dieta rigorosa e 104 dizem que não o fazem. Dietas rigorosas devem ser avaliadas, e na idade em que se encontram são perigosas normalmente as dietas para esse publico são mais brandas e os exercícios muito mais incentivados.




3.1.        Porquê
71 alunos responderam que o seu peso está bom, 11 dizem que precisam de engordar, 11 dizem que precisam de emagrecer e 20 afirmam que necessitam de ter uma alimentação saudável. Programas de incentivo a uma alimentação saudável são indispensáveis para adolescentes por que eles aprendem agostar de se alimentar de coisas saborosas, que fazem bem e são de baixa caloria diferentes dos fast foods os quais eles fazem muito uso.
3.2.       Dieta  acompanhada por um nutricionista:
Nesta questão verifica-se que 3 das 9 pessoas que responderam que seguiam uma dieta dizem que a mesma é acompanha por um nutricionista e 6 alunos dizem que a sua dieta não é acompanhada por um nutricionista. Sinais de alerta novamente entre os alunos desta escola.




4.      IMC:

De acordo com o IMC de cada indivíduo, vemos que 77% da amostra tem um peso normal para a sua altura; 7% tem excesso de peso; 1% tem obesidade I; e 15% está abaixo do peso normal. Concluindo, é necessário que os 15% que estão abaixo de peso se dirijam ao médico, ou corrijam os seus hábitos alimentares bem como os 7%+1% que têm excesso de peso ou obesidade I, o que poderá trazer graves problemas para a saúde presente e futura destes jovens.

Após este estudo observamos que 15% dos alunos estão abaixo do peso, pode ser apenas por uma alimentação desleixada, mas de acordo com o item 3.2, 6 alunos fazem dieta rigorosa sem orientação médica e podem sim fazer parte do grupo abaixo do peso, indicando sintomas de anorexia e bulimia, parece exagero, mas na maioria das vezes os pacientes são identificados tardiamente quando o quadro se aprofunda e os tratamentos psicológicos e hospitalares se tornam intensivos, a prevenção é possível através de observação diária em casa e por orientadores na escola, como nutricionistas que são treinados para ver esses sintomas em qualquer pessoa.
Através deste estudo somos capazes de observar que aqueles com a alimentação mais adulterada, os que mais comem fast food, que não tomam o café da manha e que não são acompanhados por um nutricionista são mais propensos a obesidade, índice como visto que já tem aparição neste grupo estudado. Assim também podemos dizer que alunos que reduzem suas refeições em quantidade e também em espaço de tempo e sentem grande necessidade de emagrecer, e fazem dietas rigorosas sem orientação, são os alvos mais prováveis  dos distúrbios alimentares.

Este é o estudo ideal para ser entregue a nutricionista da escola que poderá oferecer uma orientação alimentar a esses adolescentes e será capaz de encaminhar o casos que ela considerar como princípio ou mesmo como um transtorno alimentar sendo então feito o contato com os pais e a orientadora da escola.

Educar os jovens e fazê-los se valorizarem é prevenir os transtornos alimentares...

Veja o vídeo a seguir, se eduque e eduque!






Essa prevenção, educando é primordial pois a seguir veremos as fatalidades e as lutas travadas para vencer  essas doenças e as suas recaídas.







Dados que retratam recaídas e fatalidades.



Anorexia 
É ainda discutível o efeito do tratamento sobre a evolução final a longo prazo da doença. 
Alguns estudos verificaram que 40% dos pacientes recuperaram-se, 30% melhoraram, 10% permaneceram cronicamente afetados.Problemas de alimentação persistem em mais da metade desses pacientes. É sabido que quanto mais cedo o diagnóstico e a intervenção, melhor é o prognóstico e também que os homens tem um prognóstico menos favorável que as mulheres. Apenas 20% dos pacientes não apresentam recaídas.
20% dos casos de anorexia terminam em morte da paciente.

Acredita-se que em um pequeno espaço de tempo , pelo menos 50.000 pessoas irão morrer como um resultado direto de transtornos alimentares. Se não for tratado, até ao limite de 20% deles acabam por morrer na sequência de graves distúrbios alimentares, e se tratar, a ocorrência de morte pode ser reduzida para algo em torno de 2% a 3%.

Danos causados pela bulimia ao corpo.


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Reincidência; Recaídas;
Pacientes que conseguiram derrotar a anorexia estão sujeitos a recaídas nos primeiros anos depois de terem sido considerados curados. É o que revela um estudo feito durante 18 meses com 51 mulheres haviam apresentado o quadro de anorexia nervosa. A pesquisa, realizada por cientistas da Universidade de Toronto e publicada no jornal Psychological Medicine, mostrou que mais de um terço delas apresentou novamente os sintomas da doença até dois anos depois de ter recuperado o peso normal.
De acordo com a pesquisa, o período crítico se situa entre seis e 17 meses depois da alta. Os dados mostram que mesmo uma mulher que já não tenha compulsão por emagrecer há mais de um ano ainda está ameaçada. A facilidade com que a doença reincide deve-se a que as pessoas com a doença continuam se sentindo gordas mesmo quando estão muito abaixo do peso ideal
De acordo com Jaqueline Carter, professora assistente de psiquiatria da Universidade de Toronto e responsável pelo estudo, algumas diferenças entre as 35% que voltaram a ter anorexia e o restante das mulheres que participaram da pesquisa poderão ajudar no desenvolvimento de um tratamento que previna a reincidência.
O estudo mostrou, por exemplo, que as pacientes que já haviam passado por tratamentos especializados, ou que haviam tentado suicídio, foram as mais suscetíveis a recaídas. Praticar exercícios excessivos nos primeiros meses depois de deixar o hospital e preocupar-se demais com as medidas também são fortes indicadores de risco. Não atacar de frente esta distorção, segundo Carter, é a grande deficiência da maioria dos tratamentos.
Suicídio
Outro estudo, publicado no jornal Psychological Medicine, da Universidade de Cambridge, mostra as relações diretas entre os chamados distúrbios alimentares - anorexia e bulimia - e tentativas de suicídio. O estudo foi feito com 136 mulheres que já sofreram de anorexia e 110 que já tiveram bulimia nervosa. De acordo com os pesquisadores, 15% das participantes - anoréxicas, em sua maioria - registraram pelo menos uma tentativa de suicídio durante os oito anos de estudo. As análises mostraram ainda que os únicos fatores que podem ter levado à tentativa de suicídio foram a depressão decorrente da doença e o uso de medicamentos para emagrecimento. No caso da bulimia nervosa, o uso de laxantes e outros remédios sem controle contribuiu diretamente para o comportamento suicida.

Conclusão

É de suma importância o conhecimento de produção e de entendimento de dados estatísticos relacionados a saúde e a população em geral, pois através deles somos capazes de estimar condições que se estendam a pequenos grupos e a grandes populações, os distúrbios alimentares nos mostram dados essenciais para que seja possível encontrar soluções e tratamentos e que como nós propusemos neste trabalho com a a presentação de um estudo estatístico de uma escola em Portugal observamos que com pequenas analises nos hábitos alimentares na fase mais critica que é a fase da adolescência, somos capazes de identificar possíveis vitimas desses transtornos através de simples sinais como uma redução da alimentação. Assim pretendemos com a inserção desta matéria no currículo ser capazes de como fizemos aqui no blog, identificarmos pessoas em grupos de riscos afetadas sejam em casos de Bulímicos e Anoréxicos, como também em casos de diabéticos, hipertensos, obesos, desnutridos entre outros.

Esperamos que a leitura tenha sido agradável e não se esqueça qualquer sintoma observado indique IMPRESCINDIVELMENTE A AJUDA MÉDICA.Os profissionais da saúde são os únicos preparados para lidar com o problema.

Assista o vídeo a seguir e reflita, conhecendo ou não pessoas com essas doenças, não devemos juga-las devemos motiva-las, pois o apoio emocional é o principal elemento para a recuperação delas, e todos tem direito a isso!